O Agrupamento de Escolas n.º 1 de Serpa é uma nova unidade orgânica que resultou da agregação de dois agrupamentos verticais já existentes – o Agrupamento de Escolas de Serpa e o Agrupamento de Escolas de Pias. Este processo de fusão teve início no final do ano letivo 2012/2013, com base no Despacho de constituição de novos agrupamentos, de 28 de junho de 2012 do Sr. Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar.
o território educativo do Agrupamento de Escolas n.º 1 de Serpa ficaram afetas todas as escolas pertencentes às Freguesias de Brinches, Pias, União de Juntas de Salvador e Santa Maria e ainda, uma escola pertencente à União de Juntas de Vale de Vargo e Vila Nova de S. Bento, a saber:
- EB 2,3 Abade Correia da Serra, sede do Agrupamento;
- Escola Básica de Serpa (Centro Escolar, com JI e 1.º Ciclo);
- Escola Básica de Pias;
- EB/JI de Brinches;
- EB/JI de Vale de Vargo;
- EB de Vales Mortos, onde funciona o EPEI (Pré-escolar Itinerante);
O Setor administrativo do Agrupamento de escolas centra-se no “Edifício Sede” EB 2,3 Abade Correia da Serra, continuando a haver uma extensão na EB de Pias que dá cobertura de serviços a essa população escolar.
O Agrupamento integra a educação Pré-escolar, o 1º, 2º e 3º ciclos do Ensino Básico. Na escola EB 2,3 Abade Correia da Serra/ EB de Serpa e na EB de Pias funcionam todos os ciclos/ níveis de ensino, sendo que nos polos de Brinches, Vale de Vargo e Vales Mortos funciona apenas a educação Pré-escolar e 1º ciclo.
Em termos arquitetónicos a escola sede é composta por três edifícios distintos, dois de construção recente, a EB de Serpa/ Centro Escolar que acolhe todas as turmas do Pré-escolar e do 1º ciclo de Serpa e o pavilhão gimnosdesportivo que entraram em funcionamento em setembro de 2013, e o outro, já existente, que acolhe as turmas do 2º e 3º ciclo.
Na escola sede, além das salas de aula normais funcionam as salas específicas de Educação Visual, Educação Tecnológica, os laboratórios de Ciências Naturais e de Ciências Físico Químicas e a sala de Informática. As infraestrutura incluem ainda as salas de Professores, Diretores de Turma, Direção, Serviços Administrativos, Biblioteca, Gabinete de Educação Especial, Refeitório, Bar/Bufete, Papelaria, Reprografia, PBX, Gabinete de Apoio ao aluno e simultaneamente sala de associação de Pais. Os espaços exteriores são amplos. No que se refere a equipamentos básicos, considera-se que esta escola possui os necessários e adequados ao funcionamento dos diferentes ciclos.
No que se refere a equipamentos básicos, considera-se que esta escola possui os necessários e adequados ao funcionamento dos diferentes ciclos. Na EB de Pias além das salas de aula normais (da educação Pré-escolar, 1º, 2º e 3º ciclos), funcionam as salas específicas de Educação Visual, Educação Visual e Tecnológica, Educação Tecnológica, os Laboratórios de Ciências Naturais e de Ciências Físico Químicas e duas salas de Informática. As infraestruturas incluem ainda o pavilhão gimnodesportivo e uma sala de Ginástica bem como a sala de Professores, a de Diretores de Turma, a da Direção, os Serviços Administrativos, a Biblioteca, o Gabinete de Educação Especial, o Refeitório, o Bar/Bufete, a Papelaria, a Reprografia, o Gabinete e Apoio ao aluno, a sala de Associação de Pais, o PBX e o Museu.
Os espaços exteriores são amplos, ajardinados, com campo de jogos para a prática desportiva. No que se refere a equipamentos básicos, incluindo os informáticos, esta escola possui os necessários e adequados ao funcionamento dos diferentes ciclos. A climatização tem vindo a ser melhorada possuindo a maioria das salas equipamentos de ar condicionado. As “escolas polo” são edifícios da tipologia Plano dos Centenários e para além das salas de aula normais funcionam as salas destinadas às Atividades de Enriquecimento Curricular.
MISSÂO
O agrupamento possui como missão a formação integral de indivíduos empenhados, responsáveis, empreendedores e dotados de conhecimentos e capacidades que lhes permitam a plena inserção na vida ativa. Essa missão norteia os princípios e valores orientadores do Projeto Educativo que tem também como referenciais os pressupostos evidenciados por todos os normativos que regulamentam o Sistema Educativo Nacional, nomeadamente a Lei de Bases do Sistema Educativo.
O Patrono
O Patrono da Escola Sede do Agrupamento de Escolas nº1 de Serpa é seguramente o serpente mais ilustre e uma personalidade ímpar no panorama cultural e científico português. Figura de renome internacional, José Francisco Correia da Serra – o Abade Correia da Serra, que nasceu em Serpa no dia 05 de Junho de 1751, vindo a falecer nas Caldas da Rainha a 11 de Setembro de 1823.
Em 1557, com seis anos de idade, foi viver para Itália com os pais, o médico Luís Dias Correia e Francisca Luísa da Serra. Os seus estudos em Roma tiveram o auxílio do Duque de Lafões, João de Bragança. Em 1755 ordenou-se presbítero (líder religioso). Enquanto esteve em Itália relacionou-se com Luís António Verney (1713-1792). Regressou a Portugal em 29 de Março de 1777. Encontrou-se novamente em Lisboa com o Duque de Lafões com quem criou a Academia Real das Ciências de Lisboa, em 1779. Por motivos não totalmente esclarecidos abandonou o país em 1786, indo para França, de onde regressou em 1791.
Em 1797 voltou a emigrar, indo para Inglaterra. Esta segunda emigração foi devida à proteção que deu, nas instalações da Academia, ao médico francês Broussonet, fugido do seu país. Em Londres foi nomeado Conselheiro da Delegação Portuguesa, mas logo de seguida foi destituído e seguiu para Paris, onde residiu até 1813. De Paris saiu para os Estados Unidos, onde viveu até 1821 e onde desempenhou o cargo de Ministro Plenipotenciário junto com o governo norte-americano. Regressou a Portugal em 1821 onde veio a ser eleito, em 1822, deputado às Cortes pelo círculo de Beja. Tendo viajado por todo o mundo e privado com personalidades de inegável notabilidade, como presidente norte-americano Thomas Jefferson, os seus estudos, especialmente no campo da Botânica, foram uma referência científica incontornável, colocando-o a par de nomes famosos como Lineu, Candolle ou Brotero.
Área Científica
O Abade Correia da Serra foi membro das principais instituições científicas da época e procurou sempre que o seu saber estivesse ao serviço do país. Juntamente com o Duque de Lafões foi fundador da Academia Real das Ciências de Lisboa. Foi Secretário da Academia nos seus primeiros anos de actividade e aí desenvolveu uma intensa actividade de organização dos programas e actividades de promoção da investigação científica e de publicação de textos científicos.
C. da Serra desenvolveu uma actividade assinalável no domínio da investigação botânica. Publicou em algumas das mais prestigiadas publicações científicas da sua época (italianas, francesas, inglesas e norte-americanas), nomeadamente as seguintes: Philosophical Transactions, da Royal Society; Transactions of Linnean Society; Transactions of the American Philosophical Society; Annales du Muséum; Bulletin de la Société Philomatique; Archives Littéraires de l’Europe; The American Review.
Foi membro da Royal Society e da Linnean Society, membro correspondente da Academia das Ciências de Paris, da Société Philomatique e das Academias de Turim, Florença, Siena, Mantova, Bordéus, Lyon, Marselha e Liège, das Sociedades Agrárias do Piemonte e da Toscânia, da Sociedade de Economia de Valença, e da American Philosophical Society.
Nos períodos em que viveu em França, Inglaterra e Estados Unidos contactou com alguns dos investigadores de maior relevo da época como por exemplo Augustin de Candolle (1778-1841), Lametterie (1743-1817), editor do Journal de Physique, A-L. Millin (1759-1818), editor do Magasin Encyclopédique, Alexander von Humboldt (1769-1859), Antoine-Laurent de Jussieu (1748-1836), e Georges Cuvier (1769-1832). Em virtude destes contactos serviu muitas vezes como intermediário no diálogo entre botânicos de várias nacionalidades. Trocou correspondência com o botânico português Félix Avelar Brotero (1744-1828).
O seu trabalho de investigação na Botânica desenvolveu-se principalmente no domínio da sistemática, nomeadamente na classificação sistemática das espécies vegetais. Os seus métodos de classificação seguiam de perto o método natural, defendido, entre outros, por Joseph Gartner (1732-1791), Michel Adanson (1727-1806) e Antoine-Laurent de Jussieu (1748-1830), tentando aplicar os métodos de anatomia comparada da zoologia à botânica. Procurava estabelecer as semelhanças mais significativas entre as plantas de forma a agrupá-las em famílias, tendo introduzido o conceito de simetria, que viria depois a ser adoptado e desenvolvido por Candolle.
As suas pesquisas em Carpologia, um ramo da botânica então formado, são também de realçar, tendo contribuído, com os seus textos e reflexões, para a discussão que então se processava sobre a importância das características estruturais e funcionais na classificação das plantas. Realizou ainda investigações no domínio da Geologia, nomeadamente estudando a formação dos solos no Kentucky.
Nos Estados Unidos, ministrou cursos de botânica na American Philosophical Society e foi convidado a ocupar um lugar na Universidade da Pensilvânia, que recusou. Estabeleceu relações de amizade com Thomas Jefferson (1743-1826), a quem visitava regularmente. Na sua mansão Monticello, na Virginia, o antigo presidente norte-americano tinha um quarto permanentemente reservado ao amigo, quarto ainda hoje conhecido como “Abbé Corrêa’s room”.
